domingo, 3 de junho de 2012

Dupla demonstração de arrogância: prefeito e defensoria. A nova fase do restaurante Arroz com Feijão. Outros assuntos.

1. Dupla demonstração de arrogância: Prefeito e Defensoria.

De uma maneira geral, o termo "arrogância", de acordo com os dicionários, significa "atitude prepotente de quem se considera superior em relação aos outros". (Caldas Aulete). Nesta semana, dois fatos se encaixam plenamente neste sentido. Um deles, protagonizado, mais uma vez, pelo atual prefeito, que não perde a oportunidade para exercitar seu "know how" no assunto arrogância. O outro, através de ação interposta a favor de vadios pelo grupo de defensores públicos que atuam na cidade.
Em relação ao ato do prefeito, houve o desabafo em relação à notícia estampada pelo jornal Comércio da Franca, sob o título "Viaduto começa a ser construído nesta próxima segunda-feira" (p.A-4, 01.06.12). Em meio à notícia sobre o início das obras, assinatura do contrato com a empreiteira e a complicada engenharia enfrentada pelo prefeito para convencer a Câmara dos Vereadores a autorizar o empreendimento, óbices na licitação, possível obstrução do Ministério Público, críticas de todos os lados, afronta ao princípio da impessoalidade da Constituição Federal (quanto a atribuição do nome da genitora do prefeito à obra), Sidnei Rocha, ouvido pelo repórter, destilou toda sua amargura com frases ali destacadas e que se constituem em pérolas da arrogância: "Vi tanta mediocridade de políticos, de pessoas a respeito desta obra que, no fim, passei a começar a ter pena de Franca de ter estas pessoas ocupando cargos na cidade."  "Eu gostaria de inaugurar o viaduto, pelo menos, para desabafar no finzinho da minha administração contra muitos mentecaptos que existem por aí." E, mais; "Atenção, atenção senhores que sempre criaram obstáculos: o viaduto vai sair e com o nome da mãe do prefeito, Dona Quita. E ponto final."  E, no dia seguinte, já no ato de autorização da obra, manifestou-se, novamente, arrogantemente: "Diziam que o viaduto iria me consagrar. Bobagem. Eu já estou consagrado. A cidade me consagrou." (jornal Comércio da Franca, "Prefeitura autoriza obra e viaduto começa a sair do papel em 2 dias", p.A-4, 02.06.12).
De uma forma geral, não se justifica a reação do prefeito, uma vez que, novamente, sua vontade prevaleceu e os munícipes, aqueles que custeiam os caprichos do alcáide, foram olvidados e suportarão toda a parafernália de incômodos durante a construção e os prejuízos eventuais que uma obra mal planejada poderá causar.
A segunda prática da arrogância se deu por conta de uma ação protocolada pelo grupo de jovens e inexperientes defensores públicos que, embora não residentes aqui, atuam na Comarca de Franca há pouco tempo e resolveram tomar a defesa de cerca de 50 desocupados que vinham infernizando os moradores da cidade, nos cruzamentos das avenidas, ou portas de estabelecimentos, ameaçando as pessoas que não lhes dessem importâncias em dinheiro exigidas, e que por isso estavam sendo recolhidos pela Polícia Militar a pedido do Juiz de Direito José Arimatéia Rodrigues, para a devida triagem (uma vez que, muitos, são adeptos do uso de drogas, para apuração de suas fichas criminais).
Os defensores interpuseram Habeas Corpus coletivo junto ao Juizado Especial Criminal local, para que seus constituintes tivessem liberdade de atuar e tiveram o pedido negado pelo Colégio Recursal.
Os defensores públicos, que não residem em Franca, e não conhecem os problemas e costumes da cidade, exercendo apenas suas funções habituais junto ao Forum local, ignorando os interesses da cidade, prometem recorrer ao Tribunal de Justiça. A absurda tese defendida veio coroada, na nota estampada pelo jornal Comércio da Franca, sob o título "Justiça nega habeas corpus para pedintes" (p.A-3, 01.06.12), quando um dos defensores, Machado, deu ao repórter sua estranha visão sobre o assunto: "A gente não pode achar que o único projeto de vida que seja legítimo, e de acordo com uma ótica moralizante, seja aquele voltado ao trabalho. A pessoa que queira se dedicar ao ócio tem que ser respeitada. Ela vai sofrer as consequências disso".
É a primeira vez que vemos um representante de um órgão público defender o ócio e as consequências dele que, ao contrário do que pensa, não afetam somente o vadio, mas as pessoas que sofrem com suas ameaças. Ou seja, a arrogância vinda de funcionários públicos é um mal que tende a se expandir se os órgãos de controle não tomarem as providências cabíveis. Em relação àqueles eleitos pelo voto popular, não restam dúvidas que o povo saberá tomar as suas providências.

2. A nova fase do restaurante Arroz com Feijão.

Tradicional restaurante francano, Arroz com Feijão, dos conhecidos empresários Tadeu e Tiago Faleiros, especializado em culinária regional e servindo no regime por quilo, vive nova e feliz fase.
Tendo iniciado suas operações no antigo imóvel onde outrora havia o Posto Presoto, após décadas de sucesso, construiu sua sede própria um quarteirão adiante, em modernas instalações.
A mudança não ficou por conta apenas do local, novos pratos foram lançados (como o JK, maminha com shimeji e shitaki e, também, acréscimos na parte de frios e saladas) e o atendimento cortês e simpático da dupla Tadeu e Tiago e dos funcionários, vem se constituindo em um grande sucesso comercial tendo em conta a qualidade dos produtos elaborados e ali servidos. Franca, que sempre foi carente deste tipo de empreendimento, agora encontra neste restaurante um local que atende às necessidades do dia a dia das pessoas.

3. Brasília dá aula de basquete na NBB e exemplo para Franca e demais times.

A equipe de basquetebol do Brasília, neste sábado, deu verdadeira aula de basquetebol vencendo categoricamente a equipe do São José, aquela mesma que havia humilhado a equipe francana. Jogando o verdadeiro basquete, a equipe conquistou o tri-campeonato e, no jogo final, não deixou a equipe de São José respirar, aplicando-lhe sonora e consistente derrota.
A equipe de Brasília tem uma característica única e muito importante: é composta somente de jogadores brasileiros. Está formada há algum tempo e possui os três melhores jogadores em suas posições, no basquete nacional: Guilherme Giovannoni, Alex e Nézinho.
Os dirigentes brasileiros e, especialmente os francanos, deveriam se espelhar na organização da equipe campeã, prestigiando somente jogadores nacionais, formando novos talentos e deixando de lado jogadores veteranos e em fim de carreira provenientes dos EUA e outros países, além é claro, da contratação de um técnico vencedor como o é o de Brasília.

4. Briga de médicos escancara pífia saúde francana.

Uma briga de dois médicos, um a favor e outro contra a internação de paciente com apendicite, não só causou elaboração de boletim de ocorrência policial, várias reportagens e comentários da mídia, manifestação demagógica do prefeito, mas, principalmente, demonstrou a fragilidade do sistema de saúde do município que há muito tempo demonstra que as pessoas de poucas posses estão à mercê da sorte quando necessitam do socorro médico, fato que a Constituição no seu artigo 6º coloca como direito social e todos os agentes públicos têm o dever de fazê-lo cumprir.

5. O poeta famoso, em crônica precisa, mostra o desencanto pela política.

Todos os domingos, Ferreira Gullar, o maior poeta brasileiro vivo, escreve crônicas do dia a dia, no jornal Folha de S.Paulo. Todas imperdíveis, onde com sua vivência de político exilado à época da ditadura militar, aliada à sua experiência de grande jornalista e intelectual primoroso, faz análises contundentes sobre o momento atual do Brasil. Na crônica deste domingo, intitulada "É um circo ou não é?", exprime sua preocupação pela corrupção e, no parágrafo inicial, manifesta pensamento que reflete o que os brasileiros sentem: "Ultimamente, faço um esforço enorme para não perder a esperança em nosso país, em nossa capacidade de nos comportarmos com um mínimo de respeito pelo interesse público, pelos valores éticos, enfim, por construirmos uma nação digna deste nome."
Mais adiante, Ferreira Gullar ressalta a situação de prevalência da corrupção: "O pior é que esses dados refletem uma espécie de norma generalizada que dita o comportamento das pessoas e o próprio funcionamento da máquina pública".
É verdade. A situação é geral e total, seja a nível federal, estadual ou municipal. Com a proximidade das eleições municipais, a cada dia, vamos vendo manifestações absurdas de políticos que desprezam a capacidade intelectual dos eleitores e protagonizam situações e cenas deprimentes, principalmente aqueles que exercem cargos públicos eletivos, como nestes comentários se salientou em outra nota.
Espera-se lucidez dos eleitores nas eleições que se aproximam, para dar início a uma renovação de pessoas e práticas políticas mais honestas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito oportuna sua colocação a respeito do prefeito. Pelo histórico do dito cujo, percebe-se que sua vida é recheada dessas epifanias...Ele é um mau exemplo de como se deve tratar a administração pública,quanto aos "defensores" das causas perdidas, seus inexperientes colegas de profissão deveriam passar alguns dias no meio dos pedintes, para sentirem na pele o que são e como vivem esses indivíduos que não querem ajuda nenhuma para se tornarem melhores e terem uma vida útil.