domingo, 2 de dezembro de 2012

A revolta do prof. Everton. Título a Lula? Tristes revelações do ministro Fux.

1. A revolta do prof. Everton.

O conhecido professor Everton de Paula, figura elogiada nos meios culturais, tendo em conta o fato de ser antigo professor de português em escolas públicas e privadas, membro da Academia Francana de Letras, professor e alto dirigente da Unifran, na qualidade de colaborador do jornal Comércio da Franca especialmente do Caderno Nossas Letras, publicou artigo intitulado "A odiosa e infernal música do Castelinho" (p.6, do dia 1/11/12), onde faz crítica severa à poluição sonora existente nas proximidades de sua residência (Santa Rita), imediações do clube Castelinho.
Mais do que um lamento de um cidadão honesto e prestativo, que almeja tranquilidade após rotina de trabalho semanal, sua crônica trata de um problema que, em Franca, passou a ser endêmico, qual seja da poluição sonora, que diz respeito à contravenção penal da perturbação do sossego público e também ligada aos crimes ambientais, ambas, de responsabilidade da Administração Pública e da Justiça.
Há anos o problema do som excessivo, seja em clubes, seja nas ruas, avenidas e imediações dos postos de gasolina, desafia os poderes públicos. Algumas blitz, esporádicas, são realizadas e produzem resultados, como as dos confrontos na região do Bairro S. Joaquim, com enfrentamentos entre a Polícia e causadores dos distúrbios.
Reclamações às vezes são atendidas pela prefeitura, como as já ocorridas no bar Pier 888, com fechamento parcial do estabelecimento. No entanto, alguns estabelecimentos nas proximidades do Galo Branco, posto Select e Mário Roberto, são privilegiados e não recebem as visitas da fiscalização, embora sejam os que costumeiramente, a partir das quintas-feiras e nos feriados, protagonizem espetáculos com sonoridade elevadíssima, além do péssimo gosto (como salientou o prof. Everton). Além disso, frequentadores dos locais, portadores de veículos com potentes alto-falantes, abusam do direito de incomodar os moradores dos bairros Consolação, Lima, Parque dos Lima, Jardim Veneza, sem que qualquer fiscal da Prefeitura ou policial militar procure tomar qualquer providência.
Se no bairro Santa Rita o prof Everton calcula existirem "5 mil cidadãos que não querem ouvir suas músicas...", imagine-se o número dos atingidos nos bairros Consolação, Lima, Parque dos Lima, Veneza, etc.
Enfim, espero sinceramente que o prof. Everton não tome a decisão drástica citada no término de sua crônica, mas que, a partir de sua manifestação, outros cidadãos se unam para exigir das autoridades responsáveis o cumprimento de suas obrigações constitucionais, para que a cidade de Franca deixe de ser o berço do som criminoso ora dominante.

2. Título à Lula?

O jornal Comércio da Franca, deste domingo, sob o título "Ex-presidente Lula deve virar 'cidadão francano' " (p.A-4), informa sobre homenagem que se pretende aprovar na Câmara Municipal, através de projeto apresentado pelo vereador não reeleito do PT, Silas Cuba.
Tendo em conta os últimos acontecimentos envolvendo a alta cúpula do PT, como mensalão e operação Porto Seguro, onde o nome de Lula é citado por suas relações com os acusados, é totalmente inoportuna a pretensão de se homenagear o ex-presidente. A menos que os vereadores pretendam enaltecer pessoas suspeitas e os atos dos mesmos, entrando em confronto com a opinião dos cidadãos que estão estarrecidos com a corrupção praticada.

3. Tristes revelações do ministro Fux.

No jornal Folha de S.Paulo deste domingo há extensa reportagem e uma entrevista com o Ministro Luiz Fux, do STF (p.A-10, sob o título: "Em campanha para o STF, Fux procurou Dirceu"), onde o mesmo, sem papas na língua, faz um histórico da sua luta pessoal para obter a indicação política do governo para o cargo que hoje ocupa. A reportagem veio a propósito de acusações de petistas inconformados com sua atuação contrária aos interesses dos mensaleiros, especialmente José Dirceu, o qual teria recebido currículo do ministro para indicação presidencial.
Na entrevista, Fux não se faz de rogado, e contou de seus encontros com Vacarezza, João Paulo Cunha, José Eduardo Cardozo, Zé Dirceu, Delfim Neto, Paulo Maluf, Sérgio Cabral, Antônio Palocci, João Paulo Stédile, além de membros da Fiesp, para solicitar apoio à sua candidatura a ministro do STF, em tentativas efetuadas a partir de 2004, sempre que surgia uma vaga, afirmando: "bati na trave três vezes".
Embora durante o julgamento do mensalão a posição de Fux tenha sido correta, sendo até um dos mais enérgicos, apoiando o relator Joaquim Barbosa sempre, pela teor de sua entrevista podemos aquilatar da urgência no sentido de se mudar a escolha dos futuros membros do STF, afastando-se a influência política sobre um cargo de tamanha importância, no sentido de se eliminar qualquer suspeita sobre os membros da Suprema Corte em seus julgamentos.
A propósito, Gaudêncio Torquato, excelente jornalista do jornal O Estado de S.Paulo, em seu artigo deste domingo, intitulado  "O preço da honra", setor Opinião, analisa com propriedade situações relacionadas ao tema, de forma geral e abrangente, especificamente sobre o tráfico de influências.

domingo, 25 de novembro de 2012

Final melancólico de mandato de Sidnei. Abandono do Poliesportivo. Operação Porto Seguro implica PT.

Final melancólico de mandato de Sidnei.

As últimas notícias relacionadas às irregularidades sobre o contrato da prefeitura com a empresa S. José e a desastrosa construção do viaduto imposto, além dos gastos desnecessários em relação ao "esqueleto", colocam o final de mandato de Sidnei em cheque.
Em relação à empresa S. José, a se confirmar as informações apresentadas em manchete deste domingo pelo jornal Comércio da Franca: "São José tem que investir R$17 mi em Franca para cumprir contrato", grandes irregularidades aconteceram por ocasião do contrato de concessão dos transportes públicos locais, além da condescendência das autoridades em prejuízo do erário e da população.
Por outro lado, outras duas matérias do Comércio da Franca, um editorial da Objetiva: "Viaduto mais caro" (p.A-2) e, também, na Gazetilha: "O silêncio" (p-A-3), onde o diretor executivo surge cobrando explicações do prefeito atual e do eleito, parecem aumentar o baixo astral que se afigura no horizonte do alcaide.
Infelizmente, as cobranças hora surgidas apareceram após as eleições. Estampadas antes, o cenário poderia ter sido diferente. Agora, aos francanos só resta torcer para que o governo que se elegeu sob o mote da "continuidade", não prossiga com as trapalhadas do anterior e tenha condições de reparar o mal consumado.

2. Abandono do Poliesportivo.

Entre as inconsistências do governo Sidnei Rocha, uma delas é a má administração do Poliesportivo, um local previsto para práticas esportivas e lazer da população.
Ao contrário das desperdiçadas verbas polpudas destinadas para o time de basquete, nos últimos anos, sem qualquer retorno, vemos as dependências daquele local sendo abandonadas dia a dia, nos seus cuidados mínimos de manutenção e limpeza.
Ultimamente, cães vadios que haviam sido afastados voltaram a circular em grande quantidade, sem que os responsáveis pelo bom funcionamento daquele local tomem quaisquer providências, colocando em risco aqueles que se utilizam do mesmo para caminhadas ou práticas de esportes.
É uma pena. Quem sabe um dia o MP resolva investigar a fundo os valores gastos e mal aplicados, onde o Poliesportivo se insere como mero apêndice.

3. Operação Porto Seguro implica PT.

A última operação realizada pela Polícia Federal, denominada "Porto Seguro", implica novamente o PT, uma vez que a personagem chave do caso é Rosemary Noronha, chefe do escritório da presidência em São Paulo, nomeada por Lula em 2003 e mantida por Dilma. Descobriu-se uma longa teia de lobbies coordenados pela Rose, com indicações de pessoas para cargos públicos e várias propinas utilizadas nas nomeações e indicações.
Dilma foi rápida e demitiu as pessoas acusadas. Resta aguardar o prejuízo político causado ao PT que, após o julgamento do mensalão, ficou muito mal perante a população.

domingo, 18 de novembro de 2012

Notícia sobre o viaduto francano assusta. Extinção da Fundação Santa Casa? Palmeiras caiu de maduro!

Notícia sobre viaduto francano assusta.

O jornal Comércio da Franca, deste domingo, em sua manchete "Falha em projeto provoca atraso e deixa viaduto R$2,3 mi mais caro", informa que "uma falha no projeto vai atrasar em dois meses a entrega do viaduto da avenida Major Nicácio". Pela nota, o projeto ignorou as constantes enchentes no local e, agora, quando o viaduto deveria ser entregue, aparece a constatação de que há necessidade do alargamento do leito do córrego e os responsáveis estudam a complementação necessária.
O viaduto, um capricho do prefeito, que fez submeter a Câmara à aprovação da construção e o gasto elevado, além de impor o nome de sua progenitora, agora corre o risco de onerar mais ainda os cofres já abalados da municipalidade. Prato cheio para investigações do Ministério Público e da própria Câmara Municipal, se quiser livrar sua barra.

Extinção da Fundação Santa Casa?

Outra nota inquietante, também do jornal Comércio da Franca deste domingo, sob o título "Promotoria estuda extinção da Santa Casa" (p.A-12), informa que: "Cansados dos eternos problemas financeiros enfrentados pela Santa Casa de Franca, maior hospital de atendimento público da região, quatro promotores de Justiça estudam a possibilidade de acabar com a Fundação Casa de Misericórdia de Franca, responsável pela administração do complexo hospitalar formado pelo Hospital do Coração, Santa Casa de Franca e Hospital do Câncer de Franca". Ainda na nota, um dos promotores alega que, comprovada a inviabilidade financeira, e para evitar que os hospitais cessem as atividades, colocando em risco a saúde da população, há a pretensão de se promover a extinção da fundação com base no Código Civil, sob a alegação de não se prestar mais aos seus fins.
Realmente, uma das funções do Ministério Público é fiscalizar o funcionamento das fundações e, quando constatadas irregularidades, promover o saneamento necessário.
O que se lamenta é o fato de que tais medidas acontecem numa hora em que, segundo a administração da fundação, os problemas financeiros estavam quase equacionados junto ao governo estadual.

Palmeiras caiu de maduro.

O Palmeiras, que vinha sofrendo com a possibilidade de rebaixamento para a Segunda Divisão do Brasileirão, ao empatar com o Flamengo nesta tarde, praticamente selou seu destino. Dependendo dos resultados da Portuguesa e do Bahia, os quais não poderiam vencer seus jogos, vê, até o momento em que esta nota é escrita, suas chances se esvairem, uma vez que o primeiro, empatou, e o outro venceu.
Assim, o martírio se encerra e, agora, é pensar no futuro, uma vez que uma Libertadores o espera e, também, a luta para a volta à primeira divisão do Brasileiro.
Aos torcedores, como eu, resta o conforto de que, no mês que vem, haverá a oportunidade de torcer para os adversários do Corinthians. Aí o foco será desviado e, quem sabe, de vez.

domingo, 11 de novembro de 2012

Futura Câmara antecipa conchavos. Câmara atual encerra legislatura com votação de projeto pitoresco. Crítica tardia à empresa São José.

Futura Câmara antecipa conchavos.

Quem imaginava que a renovação no quadro de vereadores francanos possibilitaria alguma mudança, com a notícia fornecida pelo jornal Comércio da Franca, de sábado (10/11), sob o titulo: "Valéria abre mão e Jépi será próximo presidente da Câmara" (p.A-3), tem a confirmação de que nada mudará naquele importante órgão de equilíbrio dos Poderes.
Pela nota, dez vereadores de diferentes partidos, mas certamente fiéis ao PSDB, acertaram 50 dias antes da posse a eleição da presidência da Casa e demais composição da Mesa Diretora.
Mais uma vez, o estilo sidneiniano de comando do Legislativo francano prevaleceu, ficando patente que, nos próximos quatro anos, a infiltração de elementos que seguem a cartilha de Sidnei, nos partidos políticos locais, irá determinar os rumos da política municipal, uma vez que é maioria, sempre sob o signo do cabresto e do conchavo. Lamentável, mas esperado.

Câmara atual encerra legislatura com votação de projeto pitoresco.

Por outro lado, a Câmara de Vereadores atual, que protoganizou votação e aprovação de projetos contrários aos interesses públicos, irando a população em diversas ocasiões, e quase nunca realizando sua tarefa originária, qual seja a de fiscalização do Executivo, parece querer encerrar suas atividades com mais um projeto pitoresco. Segundo informou o jornal Comércio da Franca, deste domingo, na nota intitulada "Câmara quer chips em cachorros e gatos" (p. A-9), tramita naquela Casa um projeto que cria o Código de Defesa dos Animais de Franca, aprovado em primeiro turno (dia 6), cujo objetivo seria a defesa contra a violência aos animais, como abandono, exploração, etc. Trata-se de projeto de autoria de vereador do PSB, partido político do deputado Ubiali, o qual, há pouco tempo, também apresentou outro pitoresco projeto, na Câmara Federal, visando tutelar os direitos dos animais domésticos face ao divórcio de um casal, estabelecendo a guarda e o direito de visitas.
No projeto francano há disposições que já figuram em outros dispositivos legais existentes, como é o caso da proibição de rinhas e outras previstas em leis ambientais.
Curiosa é a proibição de "criar pombos nos forros de residência ou galinhas nos porões e no interior de residências", fato que, sinceramente, desconhecia existir, pelo caráter inusitado.
Além disso, chega ao absurdo a disposição que determina que "todos os donos de cães e gatos serão obrigados a matriculá-los na Prefeitura". E, que "os dados da matrícula deverão constar em plaqueta ou chip a ser colocado no animal". E, também: "ninguém poderá ter cães que perturbem o silêncio noturno". E, por aí afora!
Nada mais falta a acontecer nesta Câmara! Duvido que alguma outra a supere em ineficiência!

Crítica tardia à empresa São José.

No jornal Comércio da Franca, deste domingo, há uma manchete: "São José descumpre contrato do ônibus e prefeitura não fiscaliza."
Trata-se de assunto que dominou as críticas dos candidatos a prefeito nas últimas eleições. Além disso, a população sempre sofreu nas mãos da referida concessionária. Curiosamente, o jornal, que deveria ter se posicionado à época, já que trata-se de serviço público, só agora passa a informação  e pede providências.

domingo, 4 de novembro de 2012

Jornal prestigia vaidade do prefeito. Renovação política necessária. Atriz que ganhou museu do prefeito não se lembra de Franca.

Jornal prestigia vaidade do prefeito.


"A modéstia é uma forma de sabedoria. O que todos queremos é o reconhecimento e só o indivíduo modesto pode ser reconhecido e elevado pelos outros". (Betty Milan)


Passada uma semana do período eleitoral, esgotadas as notícias, o jornal Comércio da Franca deste domingo presenteia Sidnei Rocha com uma manchete de meia página sob o título "Daqui pra frente, sai da frente", cuja matéria é encontrada no setor Entrevista de domingo (p. A-12-13).
Na verdade, não se trata de uma entrevista, mas de longo e absurdo autoelogio, onde o entrevistador parece anuir ao invés de inquirir. Aí, Sidnei se mostra e passa a vangloriar-se além de expedir ameaças aos políticos que considera rivais atuais e futuros.
Sendo, talvez, um dos últimos atos públicos do prefeito, melhor se não tivesse sido produzido. Dele não se extrai quase nada a não ser o patente eclipsar de um homem público polêmico, que se pautou mais pelas bravatas do que por realizações úteis.

Renovação política necessária.

As declarações do prefeito francano somente podem ser aproveitadas quando ele defende a renovação de deputados locais. Na verdade, a renovação deve ser geral, assim como ocorreu em parte na Câmara Municipal e na própria prefeitura, nela com a saída do próprio Sidnei, o qual, por sua vez, deveria também dar lugar aos mais novos e não se aventurar nas próxima eleições.
Aliás, há um excelente artigo de Gaudêncio Torquato, no Estadão de hoje, intitulado: "Recados com puxão de orelha", onde há uma análise justamente sobre a necessária renovação e onde o autor termina citando Elias Canetti em frase que retrata tudo: "Se o rei começa a envelhecer, sua força mágica está ameaçada. Pode diminuir ou enfraquecer, transformar-se em seu contrário; por isso, tira-se a vida do rei que envelhece para transferir sua força mágica ao sucessor". E Gaudêncio completa: "Qualquer semelhança com nossos 'velhos reis' não é mera coincidência."


Atriz que ganhou museu do prefeito não se lembra de Franca.


A atriz Regina Duarte, que por um capricho do prefeito francano, vai receber homenagens com a construção de um museu para si, onde se pretende expor objetos de sua carreira, apesar de ter nascido em Franca e das futuras badalações, dificilmente faz menção à cidade. Hoje, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, vários assuntos são tratados sobre sua carreira e em nenhum momento a atriz cita Franca e a construção de um museu que guardará dados sobre sua trajetória.
Sobre este tipo de ato falho, o loquaz prefeito não se manifesta em suas constantes aparições na mídia francana, que por sua vez, também não se interessa em cobrar, numa cumplicidade humilhante.

domingo, 28 de outubro de 2012

Povo ignora julgamento do mensalão. Resultado final em Franca demonstra mais uma derrota de Graciela do que uma vitória de Alexandre. Privilégio à custa do sossego da população.



Povo ignora julgamento do mensalão.

Embora a maioria dos brasileiros conscientes tenha se mostrado satisfeita com os rumos do julgamento do mensalão, onde grandes caciques do PT foram condenados e execrados, um resultado como o de São Paulo demonstra que a massa que realmente decide uma eleição não se abalou e sufragou candidato indicado por Lula (presidente petista à época dos fatos do mensalão). Isto confirma aquilo que alguns analistas julgam ser projeto de Lula de início de uma nova geração petista que veio para continuar o domínio e substituir os antigos, alguns deles mensaleiros.
Fica, porém, evidente que a grande maioria dos cidadãos brasileiros não faz ponderações na hora da escolha melhor para seus interesses, levando a crer que ignora fatos concretos e criminosos, fartamente ilustrados pela mídia e punidos pelos tribunais.
Assim, pessoas com carisma, como Lula, obtêm sucesso na indicação feita, ainda que o indicado seja pessoa pouco conhecida na política.

Resultado em Franca demonstra mais uma derrota de Graciela do que uma vitória de Alexandre.

O resultado final nas eleições francanas demonstrou, na verdade, que Graciela não soube aproveitar a fragilidade de seu oponente, candidato pela primeira vez, sem experiência, sem currículo e tendo apenas como handicap o apoio do prefeito Sidnei.
A campanha de Graciela, que contou com poucos recursos financeiros, teve orientação fraca, não sabendo explorar as fraquezas do oponente, além de não realizar apresentação convincente em seus programas televisivos, mostrando fragilidade na assessoria.
Embora o apoio do deputado Gilson de Souza tenha sido importante, tendo em conta seu prestígio popular, o grupo de candidatos a vereadores não colaborou eficientemente, tanto é verdade que o resultado das eleições para os mesmos foi aquém do esperado, sem contar que, assim como Alexandre, o vice de Graciela, Gilson Jr., não tem experiência e nem prestígio próprio.
Portanto, ganhar de Alexandre não seria tarefa difícil, ainda que a luta fosse contra Sidnei, sobre quem pouco se explorou com relação a falhas no decorrer da sua administração.
Sidnei fez um jogo de risco e, surpreendentemente, teve sucesso.
Aos francanos, agora, resta esperar que o candidato eleito aprenda a governar governando e não fique, como na campanha, sob o manto protetor de Sidnei. E, ainda que tristemente, aceitar a "continuidade " e  conviver com saúde mal gerenciada, transporte caro com monopólio, prevalência de apadrinhamentos políticos, segurança caótica, maioria de vereadores da situação que inviabiliza qualquer fiscalização, etc.

Privilégio à custa do sossego da população.

Neste final de semana ocorreu mais uma edição de um evento musical, ao lado do Franca Shopping, em local cedido para tal realização, imaginando-se devidamente autorizado pela Prefeitura Municipal. Nele, o bom gosto musical é olvidado, superado por sons que privilegiam o excessivo barulho que reverbera não só no bairro Residencial Amazonas, local do evento, como nos demais mais próximos, causando a perturbação do sossego dos moradores.
Fica a pergunta: quem é que, em sã consciência, irá querer residir num bairro que, no início, se afigurava como bom lugar para investimento e construção de moradia, com ampla avenida, proximidade do shopping e de acesso fácil a rodovia e que, em pouco tempo, está a se prestar para realização de eventos do tipo deste último, onde não há limite para o som, além de, regularmente, ocorrerem temporadas circenses e até festivais de venda de automóveis, onde o som alto também prepondera?
À custa do privilégio de poucos, os donos dos imóveis utilizados para tais eventos, sob a vista grossa das autoridades, estão na realidade inviabilizando o bairro, além de causarem o desassossego dos bairros confrontantes.
Em Franca, parece que as promoções culturais estão presas apenas a shows de qualidade duvidosa, em benefício de poucos, esquecendo-se de eventos realmente proveitosos e educacionais onde a bebida não seja o fim último e a maioria da população realmente seja beneficiada.

domingo, 21 de outubro de 2012

Política rasteira define pesquisa. Ubiali arrisca futuro. Enfim um projeto que atende a população francana. Fusão Unimed Regional esbarra no CADE.

Política rasteira define pesquisa.

As eleições em Franca, no início, demonstravam larga vantagem da candidata Graciela Ambrósio sobre os demais candidatos, ficando o atual líder nas pesquisas, Alexandre, num modesto quarto lugar. Sidnei, criador de Alexandre, de imediato, retirou de seu arsenal político todas as artimanhas que aprendeu em sua longa carreira. Pessoalmente, passou a atacar sistematicamente a pessoa de Graciela, assacando contra a mesma a responsabilidade por dificuldades na aprovação de seus projetos, tendo em conta que Graciela não era submissa aos seus objetivos, alguns, como se sabe,  danosos aos interesses da coletividade. Graciela, como vereadora, nunca se submeteu a Sidnei, realizando belo papel, na visão constitucional de fiscalização das atividades do Executivo, ao contrário daqueles que, vassalos, se submetiam às determinações do suserano.
Sidnei, com sua arrogância, não aceita opiniões divergentes. Tanto é que nos programas partidários da campanha de Alexandre, no segundo turno, fez questão de atacar virulentamente Graciela, usando de artifícios de político dinossáurico, esquecendo propostas e atacando pessoas. E o que é o pior, com inverdades, segundo informa a coluna "Opinião. Bastidores", do jornal "Comércio da Franca", deste domingo, P.2,  sob o subtítulo: "Como assim, Sidão?", segunda a qual Sidnei afirmou no horário eleitoral que Graciela teria votado contra um pacote de projetos no dia 20 de junho de 2010, que era um domingo e não houve reunião da Câmara.
Se o método não é honrado, o objetivo foi alcançado e, segundo pesquisas do Ibope/EPTV, Alexandre passou a ter considerável aumento nos índices de pesquisa eleitoral.
Ainda há uma semana para as eleições, mas somente um desempenho consistente nos últimos embates poderá proporcionar uma reviravolta. A menos que as pesquisas estejam erradas ou que ocorra uma reflexão melhor dos eleitores.

Ubiali arrisca futuro.

Criticado por todos os candidatos no primeiro turno e, de forma mais contundente, por Alexandre, Ubiali preferiu esquecer as ironias assacadas contra sua pessoa, além de olvidar seus ataques anteriores a Alexandre, a quem denominou "marionete" e responsável pelos problemas na saúde, para passar a apoiá-lo no segundo turno.
Demonstrou, mais uma vez, ser político sem qualquer visão e idealismo, preferindo atos oportunistas.
Corre sério risco de, em sendo derrotada Graciela, ter de enfrentá-la nas eleições para a Câmara, reduzindo drasticamente suas chances, ainda mais se tiver outros concorrentes de peso na cidade.
Enfim, só alguma razão muito especial, atrativa a suas ambições, pode justificar a posição assumida. Só o futuro dirá se tinha razão ou se cometeu mais um erro estratégico que poderá encerrar sua curta carreira parlamentar.

Enfim um projeto que atende a população francana.

Segundo informa a coluna "Opinião. Bastidores", do jornal "Comércio da Franca", de 20.10.12, P-4, há um projeto de lei, na Câmara Municipal de Franca, de autoria do vereador pastor Otávio (PTB), do grupo aliado ao PSDB, que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em postos de combustível e lojas de conveniência e imediações dos postos de gasolina, com possibilidade de ser votado, apesar do pedido ter entrado "há um ano". Trata-se de antiga reivindicação dos francanos, especialmente daqueles que residem nas imediações dos postos de gasolina onde se concentram alguns dos frequentadores que lá estacionam seus veículos dotados de possantes autofalantes e tornam insuportável o repouso dos moradores.
Ou seja, enfim um projeto de lei que atende a população. Resta saber se a maioria dos vereadores, alguns já em fim de carreira, irá se sensibilizar e, finalmente, aprovar algo benéfico.

Fusão Unimed / Regional esbarra no CADE.

Segundo informa o jornal "Comércio da Franca" de sábado (20.10), em manchete: "CADE recomenda reprovação da compra do Regional pela Unimed", numa primeira análise, foi rejeitada pela superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a fusão (aquisição) da Unimed e do Hospital Regional, sob a alegação de que "poderá causar prejuízos aos usuários, ao mercado privado de convênios médicos e ao sistema público de saúde da cidade". A decisão final caberá à maioria dos membros do Conselho, em data ainda não estabelecida.
De qualquer forma, fica a lição para um negócio que, parece, não levou em conta a importância da situação inflingida aos contratantes dos dois seguros de saúde dos hospitais que foram unidos, atendendo apenas interesses privados e sem anuência dos usuários, contrariando as normas que regulam a concentração de empresas, gerando monopólio e colocando em risco a qualidade do atendimento.
O que assusta é que, mesmo sem a autorização do CADE, a união já está em andamento, com comunicados na imprensa sobre novos locais de atendimento, e sob forte crítica dos usuários, alguns manifestando-se lesados e insatisfeitos pela medida tomada.